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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Caixa de Brinquedos :: Toy Box

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E no seguimento do meu último post, porque me sobrou tinta azul e soluções de arrumação para a pequenada nunca são demais, decidi fazer mais uma caixa, desta vez, para arrumar brinquedos. Os princípios de execução foram exactamente os mesmos, basta apenas trocar o print das estrelas pelas letras. Acho que ficou amoroso no quarto do Salvador. 

Resto de uma boa semana para todos vocês, desse lado, que me seguem fielmente.  

terça-feira, 13 de junho de 2017

A Nossa Mini Biblioteca :: Our mini Library



Já podem ler o meu último artigo para a KIDE Magazine, aqui. Um novo tutorial da nossa mini biblioteca. 
Espero que gostem. 

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You can now read my latest article for KIDE Magazine, here. A new tutorial about our mini library. 
I hope you like it.


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sábado, 24 de dezembro de 2016

My Handmade Christmas (VI) :: Friendship

O gesso foi a nossa imagem de marca esta quadra. Eu e o Salvador passamos uma tarde a fazer estas lembranças para todos os seus amiguinhos e professoras. 
Fica mais uma ideia. A antepenultima deste "massacre" de posts natalícios. Prometo :)

F E L I Z N A T A L!!!!



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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Kids working space

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(Há uns meses atrás).

- Mãe, o que estas a fazer?
- Estou a trabalhar, filho.
- A trabalhar em quê?
- Estou a emitir recibos, meu amor.
- Hummm. Mas mãe. E eu?
- E tu o quê, filhinho?
- E eu onde trabalho? Eu quero trabalhar contigo.

- Tenho uma ideia. Vamos criar aqui uma zona de trabalho e podes ser o meu assistente. Parece-te bem?
- Oh! Sim, sim!!! Isso é que é uma boa ideia, mamã.

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(A few months ago)

- Mammy, what are you doing?
- I'm working, darling.
- Working on what?
- I'm issuing some receipts, sweetie.
- Hummm. But mammy, what about me?
- What is it about you, sweetheart?
- Where do I work? I want to work with you.

- I have an idea. Let's create a work zone for you here, and you can become my assistant. What do you think?
-Oh! Yes, yes!!! That's a very good idea, mammy.




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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O pai natal recebeu correio :: Santa's got mail

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Sabem aqueles momentos em que os nossos filhos insistem que querem determinado brinquedo, e nós não temos a mínima intenção do lho dar, contudo sabemos que se proferirmos a palavra "não", teremos que lidar com uma crise de choro descomunal? 
Pois bem, a maior parte das vezes eles nem querem assim tanto aquele brinquedo, aquilo que eles realmente querem é que os ouvimos e aceitemos que gostariam de o ter. 

O S começou a ter estes anseios a partir do natal passado, estranhamente após ter recebido um absurdo de presentes de natal, (já para nem falar dos que recebeu logo a seguir, no seu aniversário, que é em Janeiro)... 
Definitivamente, lidar com este comportamento era coisa que eu não conseguiria por muito tempo. 

Um dia, ele pediu-me uma das figuras da Patrulha Pata, e algo deste género saiu da minha boca: "Claro que sim. Tu adoras a Patrulha Pata, faz todo o sentido que coloquemos na nossa lista para o Pai Natal. O que é que tu achas?" 
Saquei do meu caderno e escrevi o seu pedido. Quando me viu escrever no caderno, os seus olhos brilharam de satisfação. A partir daquele momento, sempre que havia um pedido, ia directamente para a lista. 
Fazemos isto há pelo menos 10 meses, e garanto-vos que funcionou sempre. A partir de determinado momento, aliás, já era ele que me dizia: "mamã, tens que pôr isto na lista do pai natal".

Há algum tempo atrás, encontrei esta caixa de correio numa loja, e achei o máximo! Em vez de escrever uma lista, passamos a colocar os desejos de natal na caixa de correio. Visualmente, ele gosta muito mais do processo, e fisicamente, consegue participar nele. 

Se o S vai ter todos os brinquedos que pediu? Claro que não! Daqui à uns dias vamos colocar todos os cartões em cima da mesa e ele vai ter que escolher o que mais gostar de todos.

Deixo a ideia, pois o Natal está quase a chegar ;)

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Do you know those moments when our child begs us for a certain toy, and we don't have the slightest intention of buying it, but if we say the word "no ", we know that we'll have to deal with a little crisis afterwords?

Well, most of the times they don't want that toy so badly, what they really want is that we listen to them, acknowledge and accept that they would like to have it.

S began to have these yearnings from last Christmas, curiously after having received an absurd of christmas gifts, (not to mention those he received soon after, on his birthday, which is in January)...
Dealing with this kind of behavior was something I couldn't do for long...

One day he asked me for a Paw Patrol figure, and something like this came out of my mouth: "Of course you do. You love Paw Patrol, it makes all sense that we add it to our Santa's list. What do you think? Shall we do that?"
I took out my notebook and started our Santa's list. When he saw me writing it down, his eyes started to shine with satisfaction. From that moment on, whenever he asked me something I would repeat the story.
We have been doing this for at least 10 months, and I assure you that it has always worked. In fact, from a certain moment on, he was the one coming to me saying: "Mamy, mamy, you have to add this to Santa's list".

Some time ago, I found this mailbox in a shop, and fell in love with it. Instead of writing a list, we now put the Christmas wishes into the mailbox. Visually, he likes this process better, and physically, he's able to get involved on it.

Will S get all the toys he asked for throughout the year? Of course not! In a few days we'll put all the cards on the table and he'll have to choose which one he likes best.

I leave you this idea, because Christmas is nearly here ;)


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sábado, 5 de novembro de 2016

Altamente recomendado :: Highly recommended

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Completamente rendida a este documentário, dirigido por Estela Renner, Maio, de 2016*. Que faz uma profunda reflexão sobre a importância dos primeiros anos de vida da criança (0-6 anos), no seu desenvolvimento emocional, cognitivo e social, de acordo com os últimos avanços da neurociência.

Neste fim-de-semana, recomendo, recomendo, recomendo!

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Completely surrendered to this documentary, directed by Estela Renner, May 2016 *. 
A deep reflection about the importance of the first years of the child's life (0-6 years), on his emotional, cognitive and social development, according to the latest advances in neuroscience.


This weekend, I highly recommend it!


“Parents sometimes worry that they don’t have the money, they don’t have the time, or they can’t buy their children fancy toys, and computers, and iPads and iPhones. What I’d like to tell them is that is not those toys. You’re the most important thing in that child’s life. It’s you. You’re the best teacher, the first teacher. And it’s the things that come for free: It’s your words, it’s your love, it’s your play, it’s that connection that you build between you and your child, that means all the difference in the world”


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*Available in Netflix, iTunnes and Google Play.

domingo, 30 de outubro de 2016

Arrumação instantânea :: Clean up in a flash

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Eu não cresci rodeada de muitos brinquedos, e uma ou duas bonecas que tinha melhores, eram sagradas para a minha mãe (que teve, talvez, duas (de trapos), durante toda a sua infância), logo, eu não podia brincar com elas sempre que quisesse. 
Não me restava alternativa senão, de vez em quando, ir à "caça" das minhas bonecas, tentando encontrar o último esconderijo, que a minha mãe tinha escolhido para elas. Em caso de operação bem sucedida, eu brincava um bocadinho com elas e de seguida, colocava-as novamente no seu lugar, de modo que ela não notasse a minha "intrusão".

Talvez por este motivo sempre fiz questão que o Salvador respeitasse os seus brinquedos.
Desde que começou a brincar que o encorajo, tanto a cuidar dos seus brinquedos, como a usar um brinquedo de cada vez. Em bébé, por exemplo, se ele estivesse a brincar com a torre de bolas, eu fá-lo-ia perceber que já não precisava mais do xilofone. Desta forma, ninguém incorre no risco de, acidentalmente, pisar sobre os brinquedos e magoar o pé, bem como, parti-los.

Ele pode, obviamente, usar tudo o que quiser, sempre que quiser. Não há caça aos brinquedos escondidos. No entanto, a regra é sempre esta: Brinquedos que não estão em uso, devem regressar  para a caixa dos brinquedos.

A arrumação é muito fácil de fazer com estas práticas caixas, onde ele pode colocar tudo sozinho. Contudo, reparei que como os brinquedos estavam todos misturados, por vezes se chateava por perder demasiado tempo à procura de um específico, com que lhe apetecesse brincar.

Então, eu pensei que era o momento certo para uma atualização.

Usei o Microsoft Word para criar uma grelha, e o google para procurar imagens que ele seria capaz de reconhecer, como por exemplo, blocos de Lego, para a sua coleção de legos.
Imprimi e cortei as imagens.
Como não tenho uma plastificadora elétrica, usei papel de plastificar livros, para proteger as folhas. Acho que não ficou nada mal.
Finalmente, usei fita-cola, dupla-face, e colei cada imagem nas diferentes caixas.

Não podem imaginar a diferença que esta pequena mudança fez na arrumação dos brinquedos, e na confiança que trouxe às brincadeiras do mais pequeno. 

Se alguém tiver interesse, terei todo o gosto em partilhar os meus prints com vocês, mandem-me para isso o pedido por email.

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When I was a child, I didn't have many toys,  and the best one or two that I did have, were kind of sacred for my mum, (who has got maybe 2 rag dolls, her entire childhood), so I couldn't really play with them anytime I wanted. 
From time to time, I had no chance but going on a toy "hunt", trying to find the latest hiding space  for my dolls, that mum had chosen. In case of success, I would play a little with them, and then put them back again on its place, so that she couldn't notice my "intrusion".

Maybe this is why I've always made sure Salvador respected his toys. 
Ever since he started to play, that I encouraged him either to care for his toys and to use one toy at a time. As a baby, for instance, if he was playing with the ball tower, I would show him that he no longer needed the xilofone. 
This way, no one incurs the risk of, accidentally, step on the toys and hurt the feet, as well as, breaking them.

He can, obviously, use everything he wants, any time he wants. No hidden toys to hunt for. Nevertheless, the rule always stands: toys that are not in use, must go into the toy's box. 

The clean up is very easy for him to do on his own, with these amazing boxes, where he can easily store everything. Yet, I noticed that because they were all mixed up, he struggled to find specific toy, that he might want to play with in a certain moment.

So I thought it was time to a little upgrade. 

I used Microsoft Word to create a grid, then used google to search for images that he would recognize, like Lego blocks, for his Lego collection, for example. 
I printed it and cut the images.
I don't have a laminator, so I used book wrapping film to protect the sheets, and it turned out ok. Finally I used double face tape to stick them into each of the toy boxes.

You cannot imagine the difference that this small change made to our clean up time, and the confidence that it brought to our little one, on the stories that he's building up. 

I'm more than happy to share my prints with you, if you find it interesting, just drop me an e-mail please.



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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Linguagem Gestual para Bebés. Já conheciam? :: Baby Sign Language. Do you know about it?

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Numa bela manhã, num dos playgroups que costumava frequentar com o meu filho, decorria uma banal conversa entre mães, sobre linguagem gestual para bebés. 
Três, conheciam e tinham praticado, as restantes conheciam, mas não tinham praticado, e eu, depois de ouvir em primeira-mão sobre as experiências, extremamente positivas, das minhas condiscípulas, desejava já ter ouvido falar sobre ela, antes...

Para me sentir melhor comigo mesma, coloquei a culpa no facto de, provavelmente "a moda" ainda não ter chegado ao meu país, na altura em que a deveria ter posto em prática, e prometi a mim mesma, escrever um post sobre o assunto, para ajudar a espalhar a palavra.

Linguagem gestual para bebés consiste, basicamente, em comunicar com os nossos bebés, muito antes de eles conseguirem expressar-se verbalmente (a partir dos 6 meses, sensivelmente), ajudando enormemente, segundo as presentes mães, na redução dos seus choros e desconfortos.
Sabendo-se compreendidos e capazes de se expressar, os bebés impulsionam a sua auto-confiança, aumentam a sua capacidade cognitiva e estreitam laços com os pais. 

Quem conhecia? Quem já experimentou? Quem tem vontade de experimentar?

********************

In one of these mornings, in one of the playgroups I used to attend with my son, a banal conversation, about baby sign language was happening between moms.
Three of them knew all about it, and had practiced it, the others, heard about it before, but hadn't practiced it. And I, after listening to their extremely positive experiences, wished, to have heard about it before...

To feel a bit better with myself, I blamed the fact that probably the practice hadn't "arrive" to my country, at the time I should have put it into practice. And promised to myself I would write a post about the subject, to help spread the word.

Baby sign language, basically means communicating with our babies before they're able to express themselves verbally (from 6 months onwards), helping greatly, according to the present moms, reducing their cries and discomforts.
Being able to express themselves, in a way they can, babies, boost their self-confidence, increase their cognitive ability and create a special bond with their parents.

Who knew about it? Who's experienced it? Who's willing to try it?

Font 

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Sim, sim, pois, pois... :: Yes, yes, of course...

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"Eles adaptam-se rápido." "São que nem esponjas." - É o que toda a gente diz.

Pois eu mal posso esperar, por esse derradeiro momento, para ver o meu filho sentir-se "integrado".

Leva tempo. Eu sei. Todos sabemos. Mas bolas! No que toca à felicidade e bem estar dele, quero tudo para ontem.

Cada rejeição, cada tentativa falhada, cada pesadelo, cada frustração com que se depara, dói como não outra.
E estar sempre por perto para abraçar, para amenizar, para confortar, é tudo o que posso fazer...     

Cá dentro as emoções a fervilhar, desejando que não tivesse que passar por nada disto. Pronta para comprar, a que preço fosse, o valor da amizade, só pelo prazer de ouvir, a sua gargalhada sincera.

Mas ter que dar ouvidos à razão, e compreender que é um caminho solitário que terá que percorrer sozinho. Acreditar que os amigos certos surgirão, ele saberá escolhe-los - para esses a barreira linguística não será um obstáculo.
Esta experiência vai transforma-lo, vai torna-lo eventualmente mais forte. 
Ele, que é ainda tão pequenino. 
(Para sempre, o meu bebé).

****************************

"They adapt pretty quickly." "They are like sponges" - It's what everybody says.

Well, I cannot wait for that beloved moment to happen, to see my son feeling "integrated" somehow.

It takes time. I know. We all know it alright. But regarding the happiness and well being of my sweet and darling son, I would like everything to happen just yesterday.

Every rejection, every failed attempt, every nightmare, every frustration, hurts like no other.
And the only thing I can do, is being around him to hug, to soothe, to comfort...

Inside, emotions simmering, wishing he didn't have to go through any of this, ready to buy, at any price, the value of friendship, just for the pleasure of hearing his sincere laugh.

But having to listen to Mr. Reason, understanding that this will be a lonely path, he'll have to walk by himself. Believing that the right friends will come, he will notice them immediately - for those the language barrier won't be an obstacle. 
This whole experience will transform him, will make him possibly a stronger person.
He, who is still so small.
(Forever my baby).



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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O 3º Aniversário

Antes desta grande aventura começar, festejamos o 3º aniversário do Salvador - que não quero deixar de registar neste meu cantinho virtual, por nada deste mundo.

O aniversário sem prenda(não valeu de muito sublinhar no convite), aconteceu há uma semana atrás, e foi... M Á G I C O.

O primeiro aniversário é sempre aquele mais ansiado, pelos pais, porém o terceiro foi sem sombra de dúvida, para nós, o mais especial.
As pessoas, a meteorologia, a métrica perfeita do nosso número mágico, o local, os amiguinhos dele, com as gargalhadas e gritos de que são feitos, a sombra da despedida, os preparativos do espaço com direito a vertigens e tremeliques da M, a experiência adquirida em anos anteriores, a saga da máquina das bolas de sabão, que só foi possível graças aos meus bons amigos "irlandeses", e que não sobreviveu ao final do dia para contar a história...

Tema: Balões de ar quente


Em termos de menu, as receitas do ano anterior funcionaram na perfeição, por isso voltei a aplicar a mesma dose e proporção: 
Cake pops, brownies, mousse de chocolate, cheesecake (este ano adicionei uma mini colher a cada copinho e funcionou muito melhor), bolo light de amêndoa.
Novidade: salada de fruta - saiu que nem ginjas!


Para a decoração. 
Candeeiros de papel transformados em balões de ar quente, bandeirolas de anos anteriores (feitos pela madrinha), tecido e dossel da IKEA, núvens de cartolina desenhadas por mim e cortadas pelo pai, globo da loja asiática mais próxima (e que ficou de lembrança para o amigo D (altamente apreciador de globos), flores do campo cedidas pela querida M. Caixa de madeira, mapa antigo da coleção do papá. Balão nº 3, lança confétis, serpentinas, balões de ar quente, acessórios photo booth, tudo daqui.



Caixinhas de pipocas de cartolina, muito mais simples de fazer do que parecem.
Bolo, obra da maravilhosa Susana Pinto.


Indicadores feitos com palitos de BBQ e cartolina.



No meio da desordem que eram os nossos dias de então, esforcei-me mesmo muito por lhe preparar um dia muito especial. No fim do dia valeu tudo a pena.
Era um menino feliz.
E eu não poderia desejar nada mais.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Uma questão de educação I



Sábado de manhã:

Um avô aparece com a neta de 20 meses no parque infantil, a menina muito entusiasmada, quer descer o escorrega desenfreadamente, tropeçando quase em cima dos outros meninos. 

- Ei, miúda de um raio! Então mas eu já não te disse que tens que esperar que o menino saia para tu desceres? 

- Oh deixe lá a menina! Foi sem querer não foi querida? Olha vamos fazer antes assim, dá cá a tua mãozinha.

- Não. Não. Vamos já embora. Eu estou farto de lhe dizer como é, mas isto minha senhora? Isto é teimosa!...

(A menina chora, tinha acabado de chegar e estava cheia de expectativas).

- Não vale a pena chorares, as meninas que são más não podem vir ao parque. Vamos já embora na minha frente.

(A menina corre em círculos, e chora ao mesmo tempo... e o avó cada vez mais desconcertado por falta de obediência da menina e preocupado com o que as pessoas pudessem pensar).

- Acabou-se o parque, não te trago mais aqui, miúda teimosa, é sempre a mesma coisa! Trago-te ao parque e depois portas-te mal.
bla bla bla, bla bla bla..

***

O meu coração fica tão apertadinho quando assisto a estas cenas... Isto soa-me tanto a violência...

Efectivamente uma menina de 20 meses não saberá muito bem quais as regras pela qual a sociedade em que se insere se rege, mas a única coisa de que ela precisa é que os adultos a guiem e lhe ensinem como deve proceder neste mundo ao qual veio parar, e no qual está a aprender a viver, mostrando-lhe essencialmente respeito e carinho durante o processo de aprendizagem, e não agindo como se ela já tivesse que ter nascido com o ship programado, catalogando-a à partida como uma pessoa má.

Provavelmente este comportamento recorrente da menina já se deve ao facto de saber que vem ao parque por períodos tão curtos de tempo, que o melhor é aproveitar, literalmente ao máximo, antes que alguém se lembre de dizer que ela fez alguma coisa de errado...

Nesta minha caminhada pela maternidade, assisto quase todos os dias a episódios como este, umas vezes mais intensos, outros menos, mas dolorosos de se ver, fico sinceramente chocada com a forma de educar em Portugal e percebo que o problema de um país, pode muito bem começar aquando dos primeiros passos...


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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Calendário do Advento em 3 passos :: Advent Calendar in 3 easy steps

Como fazer um calendário do advento em 3 passos:

1 - Ir à loja IKEA mais perto de si e comprar estes saquinhos;
2 - colar os saquinhos numerados, numa superfície da vossa preferência;
3 - colocar guloseimas dentro de cada saquinho.

Aqui em casa, fizemos o nosso no roupeiro da entrada.
O Salvador ajudou em todo o processo, inicialmente dando-me os sacos com a cor que eu lhe pedia e depois colocando a numeração - tarefa, por um lado didática e por outro de agradável partilha.

Coloquei um M&M em alguns sacos, noutros coloquei mensagens amorosas, e noutros pequenos brinquedos de que ele já não se lembra (acho eu).

Todas as manhãs existe portanto, uma feliz razão para acordar.

F E L I Z  N A T A L!!!
(A contagem decrescente já começou).

*****************************

How to Make an advent calendar in 3 easy steps:

1 - Go to the nearest IKEA store and buy these bags;
2 - stick the numbered bags in an area of your choice;
3 - place the sweets in each bag.

We sticked our advent calendar in our entry hall, on the wardrobe door.
Salvador participated in all the process, initially handing the bags with the color I asked him for, and then numbering the bags - a didactic task on one hand and a wonderful sharing moment on the other.

In some bags I placed 1 M&M, in others loving messages and in some others a small toy, that he no longer remembers (I think).

So there is a happy reason to wake up every morning.

M E R R Y  C H R I S T M A S!!!
(Countdown has just begone).



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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Pai Natal ou Menino Jesus?

Gostava que cheirasse a Natal há mais tempo por estes lados, no entanto a tranquilidade típica dos anos anteriores está longe de existir.

Eu que gosto tanto de preparar a época natalícia com a calma que ela merece, e aproveitar para reflectir pelo caminho no ano a terminar, dou comigo a planear a todo o gás o ano que se aproxima cheio de novidades e desconhecidos que têm tanto de excitante como de misterioso...

Ansiedades e afazeres à parte, o nosso Natal já arrancou e a nossa árvore já se encontra vaidosamente erguida desde o inicio da semana; lembrando-nos todos os dias da magia da sua energia e marcando o ritmo da época.

A coisa mais deliciosa de todas foi apreciar o despertar do Salvador para a quadra natalícia e toda a sua entrega e envolvimento, que nos apanhou totalmente desprevenidos pois não tínhamos ainda discutido o tema: Pai Natal ou Menino Jesus?

Ambos crescemos com o mito do Menino Jesus, que deixava - aos meninos que se portavam bem durante o ano - um presente no sapato, junto à chaminé.

Lembro-me de ter lutado algumas noites contra o sono para o ver chegar, mas um sono profundo acabava sempre por tomar conta de mim e nunca o consegui apanhar. 
Colocava estratégicamente o meu sapato junto a lareira para que visse primeiro o meu, e só depois o do meu irmão.
Sonhava todas as noites com todas as possibilidades de presente que ele me poderia trazer (na altura o Menino Jesus trazia o que ele podia trazer e não o que nós gostássemos que ele trouxesse...) e muitas vezes para desgosto nosso, recebíamos umas meias ou uma peça de roupa nova...

Já bem próxima dos meus 8 anos, a imagem do Pai Natal invadiu o meu imaginário. 
Talvez hoje uma criança dessa idade já nem acredite no Pai Natal, mas há 25 anos atrás, numa região isolada deste nosso Portugal,  eu ainda sonhei muito com ele, e provavelmente ainda teria continuado a sonhar não fosse a minha querida prima C quebrar o encantamento naquela fria e épica noite em que brincávamos junto ao pelourinho, e eu interrompia constantemente o jogo para olhar para o céu e ver o Pai Natal que poderia passar a qualquer instante. 

Não há dúvidas de que o Natal é das, e para as crianças, são elas que lhe dão o maior significado e magia - pela sua inocência, pelos seus sonhos, pela sua criatividade - que nos contagiam até ao mais profundo do nosso ser. 

Acima de tudo queremos deixar intacta a capacidade de sonhar do Salvador, e por esse motivo decidimos guardar o mito do Menino Jesus nas nossas memórias mais doces e bendizer aquele misterioso senhor de barbas brancas, que mora no Polo Norte, viaja num trenó puxado por dezenas de renas  e carrega num gigante saco vermelho os brinquedos para as crianças do mundo inteiro.  

Afinal de contas, que sentido teria falar-lhe de um Menino Jesus que ele nunca conseguiria visualizar dada a pressão social sobre o seu homologo? E afinal não será o Pai Natal a melhor das mentiras piedosas, dado que quem dá as prendas é mesmo o "Pai" no dia de Natal

Neste sentido, já demos inicio ao mito que ele vai construir: a carta já foi escrita e colocada no correio, neste momento ainda está em trânsito e por isso o Pai Natal ainda aceitou uma troca de última hora, dado o pedido especial que o papa fez telefonicamente numa chamada para o Polo Norte, de impulsos elevadíssimos e portanto irrepetível...
O Pai Natal chegará na noite de 24 de Dezembro à casa da avó T e do avô L e vamos todos certamente delirar com ele. 

WOW!! - Just let's the Christmas season begin! 
🎄❤️🎅🏻


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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Going Toddler - Tape IV

A cama de grades do Salvador foi finalmente desmontada.
Ele já não dormia lá há imenso tempo, mas sabem como é... ficava tão bem ao lado da nossa... 

Tenho várias ideias para a reutilizar, porém nenhuma concretizada, dado que todos os cantos da casa estão ocupados... 

Quanto ao colchão... Esse foi fácil. Fiz um cantinho de leituras com ele (ideal para os dias frios que já se fazem sentir). 
O Salvador tomou imediatamente conta dele - creio que o identifica como o seu forte, pois é para lá que foge quando não quer comer, mudar de roupa, ou calçar os sapatos, certo porém de que o vamos atacar com um carregamento de cócegas.
Sagas anteriores aquiaqui e  aqui.



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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Desenhar por uma causa

Ainda sobre a campanha Peluches para a Educação, este ano nas lojas IKEA poderão encontrar uns peluches novos e muito originais, os SAGOSKATT (em português tesouro fabuloso), cuja concepção me tocou especialmente. 

Em dezembro do ano passado, as lojas IKEA em mais de 40 países, organizaram um concurso de desenho por uma boa causa e propuseram às crianças, que desenhassem o seu peluche de sonho, desses desenhos foram selecionados 10, que depois ganharam vida e dimensão, encontrando-se já à venda nesta campanha.

Podem deliciar-se com o vídeo aqui (a cara dos selecionados quando viram os seus peluches em 3 dimensões é impagável).

Para além dos peluches, existe também o livro "Festa na Floresta dos Sonhos" uma extraordinária história, cujos actores são esses seres especiais de que vos falei, e cuja ilustração vai certamente entusiasmar o imaginário dos pequeninos naqueles doces minutos antes de adormecer...

E porque este ano existe novamente concurso, toca a pedir às nossas crianças para usarem de toda a sua criatividade para que no próximo ano, um dos peluches possa contar com a nossa bandeira. Boa?



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Peluches para a Educação

O convite para a campanha Peluches para a Educação chegou, e foi muito bem recebido.
É sempre um prazer participar nos eventos que a IKEA Portugal realiza, especialmente se nos dizem tanto como este...

Até ao dia 27 de dezembro, sempre que comprar um livro infantil ou um peluche, a IKEA Foundation, em parceria com a UNICEF e Save the Children, doará 1€ para apoiar projectos educativos para crianças em situações de risco, em países em desenvolvimento. 

Eu apoio a 100% esta iniciativa e por isso venho trazer-vos esta sugestão para considerarem nas vossas listas de presentes para este Natal - aos primos, aos sobrinhos, aos filhos dos amigos, ofereça um livro ou um peluche (ou porque não os dois?).

Ao mesmo tempo a IKEA Portugal mantém a iniciativa "Doe um peluche, ofereça mais um sorriso", disponibilizando recipientes para que possamos doar um peluche às crianças beneficiárias da Cruz Vermelha Portuguesa.

Melhor do que oferecer um sorriso é poder oferecer vários, de forma tão simples, não concordam?


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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Projecto dos 5 minutos

Dada a frequência dos meus posts de costura nos últimos meses, até pode parecer que a minha máquina de costura avariou irremediavelmente. De facto sim, foram necessários uns ajustes aqui e 
ali, mas nada de tão longa resolução. A falta de disponibilidade parece ser mesmo a única culpada...

Costurar exige muita concentração e minúcia - imaginem o que é estar a carregar no pedal da máquina de costura com um rapazinho pendurado em cima do pé? Ou então a empurrar-me porque quer ver o que a mamã está a fazer, e já agora, quer fazer também... Ou então, nos dias melhores, senta-se no chão a brincar sozinho, eu respiro fundo e penso: "Boa! que sorte! Deixa lá ver onde é que eu ia...", e passado meio minuto:
- Mãe, o que é isto? 
- Filho, isso é um carro. 
- Mãe, como chama este carro? 
- Filho, esse carro chama-se Matt, e tu conhece-lo muito bem, pois é?
- Sim. Oía, mãe, e este? Como chama este carro? 
- Filho, esse carro é o amigo do Matt, chama-se Faísca Mc Queen.
- Oh sim! pois é. Mãe, qués brincar nosco? 
- Filho, a mamã esta a terminar um trabalho, posso brincar contigo daqui a bocadinho?
- Sniff, sniff... Não, mamã, anda brincar nosco! Tabalhar é feio! A mamã senta aqui! (Puxa pela minha mão) anda mamã, oía faz assim, oía, brrum, brrum, brrrum...

E pronto! Foi nestas condições que este pequeno projecto foi sendo elaborado.
Chama-se "projecto dos 5 minutos", pois a concentração durava apenas esse período de tempo (se tanto).

É uma capa para colocar o tablet no carro, muito prático para as viagens com duração superior a 3 horas (o tempo que ele dorme).

Resto de uma boa semana gente linda!!




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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Tardes de chuva por aqui :: Rainy afternoons around here

Tardes de chuva por aqui? Ontem foi assim:

Fizeram-se animais de plasticina e criaram-se histórias com eles. 
Quando houve uma pausa na precipitação, aproveitou-se para dar uns saltinhos nas poças de água.

Tudo vale para resistir à forte solicitação do comando. 

*****************

Rainy days around here? Yesterday looked like this:
Play-Doh animals were made and stories with them created.
When rainfall gave us a break, we embraced that chance to jump into the puddles we found.

Everything is valid to resist to remote's strong request.




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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Uma "Escola" Diferente

Escolher a escola ideal para o Salvador foi uma daquelas fases angustiantes, que a maternidade também traz consigo...

Eu sabia exactamente qual a escola que queria para o meu filho, mas frustrada, não a encontrava em lado nenhum... 

Procurava uma escola que não fosse uma escola... procurava um espaço diferente dos que me apareciam pelo caminho. Um lugar onde o Salvador encontrasse aquilo que lhe fazia falta em casa. Um espaço Aberto, onde pudesse brincar com outros meninos, apenas 3 horas, alguns dias por semana, a fim de ir criando uma rotina, que se queria gradual, e não de choque. Numa fase em que, um dia inteiro fora de casa é muito tempo, mas um dia inteiro com a mamã, é "tempo a mais".

Recompus-me e fui à procura de uma que em termos de metodologia se aproximasse o mais possível da nossa. No entanto, as que encontrei situavam-se a uns bons quilómetros de distância, e bloqueamos na indecisão da mudança de residência...

Uma vez que ele ainda não estava em idade escolar, achamos que aguardar mais um ano ajudaria imenso a tomar uma série de decisões. Até lá, actividades como: natação e música para bebés, resolveriam parte do problema.

Enquanto isto acontecia, aqui ao lado, uma pequena casa abandonada há anos, rodeada de um enorme terreno, ia ganhando cor e vida, novamente. Pessoas trabalhavam afincadamente, do nascer ao pôr do sol. Quem por ali passava diariamente, como nós, perguntava-se: o que sairia dali?
Já bem perto do final do verão, um cartaz é erguido, e ficamos a saber que seria um OTL. 

Quiz saber mais. Percebi o conceito, e fiquei embriagada. Aquela casinha de bonecas, era só e apenas aquilo que eu tinha desistido de procurar. Aquilo que eu me tinha conformado não existir, e para a qual teria que encontrar, contrariada, uma substituição.

Um lugar despretencioso e simples, fruto do sonho e vontade de uma pessoa, à qual, desejo o maior  dos sucessos.
Ali não há brinquedos. Ali há cartão, garrafas e garrafões, rolhas de plástico, folhas e paus secos, à espera de ganhar nova vida. Ali há terra e água, de um furo (protegido), que os meninos podem ver de onde vem. Ali há mangueiras para regar, árvores para trepar, ferramentas de jardinagem, panelas e pratos para cozinhar, o que bem lhes apetecer. Ali não há um programa para seguir. Ali as crianças decidem o que querem ser, ou fazer. Ali  as crianças podem brincar na terra, apanhar pedras, sujar-se, correr, saltar. Ali convivem meninos de todas as idades, não estão divididos por escalões etários, (tenho esta crença de que isso cria muitos conflitos. Pela ordem natural, os mais novos adoram aprender com os mais velhos, e os mais velhos desenvolvem capacidades de cuidar dos mais novos - testado e comprovado por mim). Ali as crianças são convidadas a usar o espaço exterior. Ali estão para chegar pintainhos, e logo ao lado há galinhas, galos, cavalos, póneis e ovelhas que terão cordeirinhos brevemente. Ali as crianças plantam a horta e vêm os seus vegetais crescer. Ali não existe um horário fixo, apenas as horas de que necessitamos. Ali ainda não há quase nada, porque tudo o que há para fazer, há-de ser feito com a ajuda, preciosa, das crianças que nela habitam.







*



Uma gratidão enorme emana do meu peito, porque o meu desejo se tornou realidade! Estava escrito. O Universo conspirou comigo.

Finalmente tinha encontrado uma "escola" para o Salvador, e aparentemente não havia sido eu a encontra-la, foi antes ela, a vir ao meu encontro.

É completamente errado chamar-lhe escola, não sendo essa a sua designação oficial. Eu sei. Porém,  é assim que eu a sinto. Depois de meses à procura de uma, encontrar esta casa encantada, e, chamar-lhe outro nome, torna-se difícil para mim. Pois ela representa tudo aquilo que desejei para o Salvador, nesta fase da sua vida - por isso, aqui só para nós, que ninguém nos ouve, eu vou continuar a chamar-lhe escola, está bem?


*Fotos com direitos.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Porque os gostos mudam


Nunca fui amante de ginásios, as parcas vezes que os meus pés pisaram um, era puro massacre emocional, e, mal entrava já começava a contar os minutos que faltavam para o fim do treino. 

Entretanto não sei o que mudou em mim. Se a maternidade e a consequente falta de disponibilidade para me dedicar ao desporto, falou mais alto, se começava a pesar-me na consciência, uma maior falta de zelo comigo mesma... O que sim sei, é que a abordagem que me fez uma das professoras do ginásio que frequento, na campanha de abertura e angariação de clientes, foi das melhores coisas que me aconteceram em 2015. Não estava nada nos meus planos, nem resoluções, mas, garantidamente uma das melhores!

Não só, passei a adorar ir ao ginásio, como já criei a minha rotina e me mantenho super motivada há 5 meses. (Não se riam, isto para mim é muito tempo!)

Eis que,  aconteceu uma mudança de shift no meu cérebro. Passei a apreciar roupa de desporto e dores musculares, a gostar de música eletrónica (ajuda a manter o ritmo cardíaco elevado), a conhecer uma série de nomes estranhos, como: Body Pump, GAP, HIIT, RPM...
Tudo coisas, que noutra vida, jamais teriam combinado muito comigo.

A palavra chave, da angariação da minha inscrição foi: bla bla bla, bla bla bla, "temos um espaço de kids sitting", bla bla bla, bla bla bla.
- Pois explique-me, lá, melhor isso, disse eu.

Frequentar um ginásio, estava mesmo fora da minha equação, porque o meu sementinha, é a minha prioridade, e, dele não me separo, desde a sua concepção. 
Mas esta opção...
Bem, ela caía do céu! Hora certa, momento certo. 

Eu podia treinar e cuidar de mim, da minha flexibilidade, resistência e saúde e ao mesmo tempo espreitar o meu mais que tudo ali ao lado; observar de longe (mas sempre por perto), as suas interações sem mim, treinar a sua adaptação à separação da mãe - quantas mães não desejaram já ser pequenos insectos nas salas dos seus filhos? Pois isto era isso mesmo, uma oportunidade de ser um insecto na sala do meu filho. Uma oportunidade para ver, mas não interferir. 

Na minha decisão de ser full-time mum ouvi muitos "velhos do Restelo" enfraquecer a minha aura com comentários pré-fabricados de que, sem creche as crianças não desenvolvem sociabilização. Embora o meu coração me dissesse que era um perfeito disparate (mal de mim e de todos os meus colegas de escola, que não soubemos o que era uma), a razão, talvez por falta de experiência,  acreditava por vezes neles...

Com o coração nas mãos, partimos ambos à descoberta do desconhecido.
E estou tão orgulhosa do meu pirilampo! Uma adaptação tão normal, como a de outra criança qualquer.

O espaço era fabuloso, e no primeiro dia quis ficar logo com a C, sem olhar para trás.
Tudo era novidade, havia que experimentar. 
No segundo dia ficou com a T. Gostou mais ainda...
A partir do terceiro, sempre que eu ia espreitar ele chorava e queria vir comigo, o meu treino acabava ali, mas isso não importava nada, primeiro o bem estar dele e a gestão das suas emoções.

Depois veio a fase em que teve que gerir o primeiro conflito, sempre que se falava em  ir ao ginásio ele apresentava um não redondo - Ok, no worries, o tempo cura tudo, haveria de chegar o momento em que teria vontade de voltar. 
Duas semanas depois, esse dia tinha chegado. 
Criou uma ligação especial com a T e sempre que lhe digo "filhinho agora vamos preparar-nos para ir ao ginásio, está bem?" Ele vem quase sempre para a porta todo contente e pergunta "mamã está lá a T?"E com esta lenga-lenga levo eu todo o caminho, até que por fim a vê e se encolhe cheio de vergonha. 
Fica bem na mesma com a C, mas os olhos brilham quando vê a T. Um dia quiz levar-lhe uma rosa, e cora sempre que ela se aproxima... 
Em alguma ocasião devemos ter feito um comentário sobre ele estar apaixonado pela T e ontem a C metendo-se com ele perguntou-lhe se gostava muito da T, ao que ele responde muito seguro de si mesmo: "Não, não, o Vador num gozta da T, o Vador está apaixonado!"
hahahahaha
Era oficial, a sua primeira paixão estava declarada.

Eu já faço o meu treino até ao final, e ele já percebeu que está em segurança... e a mamã sempre por perto.

Vivam os ginásios baby/kids friendly!!

Porque ir ao ginásio com esta vista, é mesmo outra coisa!



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